DIVAGAÇÃO NOTURNA

Para onde foi o sono?!
Vai-se o sono vêm as memórias. 
Espalha-se por mim uma vil espertina.
Cobro incómodos terríveis à noite mal dormida!
Na ilusão do espaço e do tempo, relembro o que fiz e o que podia ter feito, o que disse e o que podia ter dito.
É nesse momento que vejo claramente o que deveria ter feito ou dito. Se tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim...
Se tivesse reagido ou respondido o que só no meio da espertina, elaboro claramente e onde tudo resolvo, em diálogos que ensaio e que no momento em que foi preciso, não fui capaz. Tudo teria sido diferente...
Eu... seria levada a ser outra, certamente.
Agora, já não há esperança possível para remediar os meus falhanços. Fica a dor, do que ficou para trás!

✍️ Maria Fernanda Custódio
In" divagações noturnas"

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