OBSERVAÇÃO
No trem da vida, todos somos breves passageiros, de primeira ou de segunda, consoante o dinheiro ou a posição que temos. Estações e mais estações onde não há qualquer paragem. Vai sempre adiante. Vai sempre com pressa. Segue sempre a viagem aos solavancos e contratempos. Umas vezes de forma alucinada... abrupta... inesperada. Outras vezes bem mais devagar, com toda a calma. Há tanta mudança neste trem que nunca pára! Na passagem do momento há sempre algo em nós que se ajusta à mudança de cada estação. Muda o nosso olhar. Muda o pensamento. Mudam as prioridades. Muda quem nos cerca. Muda o nosso corpo. Mudam as nossas forças ... Após tanta mudança e transformação, se a viagem for longa, eis que aparece a estação da velhice - numa reta ou numa curva - antes do final. E para quem pensa que a velhice é um lugar estagnado, está bem enganado! A última estação da vida é um lugar de aprendizagem; um lugar de observação; um lugar de silêncio; um lugar de introspec...