Quando Me Tornei Avó

Faz hoje dezanove anos (parece que foi ontem) que provei  o nobre sentimento de ser avó. Depois já fui bafejada mais duas vezes. Que a vida dos meus netos seja abençoada e que Deus os proteja das "agruras" da vida. Amo-vos!

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Quando a vida nos abençoa com a chegada de um neto/a o coração pulsa sentindo um doce aperto como se sentissemos um encontro de gratidão com o divino.

Ser avó é reconhecer a dávida da vida de um novo ser em nossa vida. É olhar para o presente e sentir as pegadas do nosso passado. 

Ser avó é sentir no toque da mãozinha ternurenta do neto/a a mesma ternura que um dia sentimos do filho/a que embalamos num tempo não muito longínquo. É aninhar no aconchego do nosso colo que se tornou pequenino para os filhos, o mais puro amor.

Ser avó é reviver esse amor incondicional e imortal com doçura e serenidade, sem a inquietação dos tempos de juventude em que se é mãe e perceber que pode ser a última "chance" desta jornada de aconchegar o amor incondicional agora ampliado aos netos/as.

Ser avó é sentir no olhar recíproco do neto/a um brilho ancestral, intuitivo e oferecer-lhes um refúgio numa promessa silenciosa, repleto de laços de amor.

Ser avó é sentir que os nossos corações baterão juntos ao compasso de um amor incondicional e imortal.

Maria Fernanda Custódio 🖊️
In" Crónica de Uma Velha Ou Será De Uma Sénior"

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