Crónica De Uma Velha
Crónica De Uma Velha
É o espelho que o diz e eu aceito!
Que remédio tenho?!
Estou a pouco e pouco a aprender a dizer adeus a quem fui e aceitar de frente, sem rodeios, esta (velha) que agora sou.
Sim! sou eu! Sou esta figura moldada pelo tempo!
Tempo que está estampado nas rugas e flacidez do meu rosto e nas dores das articulações do meu corpo.
Deixo-me render ao inevitável! Estou a envelhecer! Estou a ficar velha!
Que remédio tenho?!
Mas sabem uma coisa?! Não me vou deixar esmagar pela figura que diariamente encaro no espelho.
Sim! À tal, que agora sou!
Todos os dias lhe sorriu. Logo pela manhã, dou os bons dias a mais umas ruguinhas, a um músculo flácido e às dores teimosas que não passam com os tais cremes perfumados de cânfora e que resistem à fisioterapia, acupuntura... Sou simpática e educada. Pois bem, não quero ser uma velha rabugenta.
Nesta pele de veIha que agora tenho, trazida pelo tempo, faço-me o favor de reinventar todos os dias. Cultivo memórias, espalho sorrisos, encho-me de esperanças e peço desejos em preces ao Deus Divino.
Depois... coxa, pois claro, a dor no joelho não passa e devagar, porque me custa andar, parto à descoberta do que realmente importa para mim, tendo por companhia a alegria. Vou buscá-la ao recondito da minha alma, dou-lhe a mão. Com ela, é mais fácil superar as maleitas da velhice que o tempo me oferta.
E mal a noite chega, procuro a cama para deitar este corpo velho, cansado e algo entorpecido. E em reflexão/ meditação, abraço com a força da gratidão o meu dia-a- dia e o meu destino. Aceito perder o que vai ficando para trás. Que remédio tenho?! " 🤩
Um dia feliz, sem dores! ❤️
✍️Maria Fernanda Custódio 🌷
Imagem Pinterest
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