LIBERDADE... O MEU GRITO A PEDIR ATENÇÃO

Liberdade... Liberdade...És o sopro da criação 
És o grito desesperado do povo oprimido duma qualquer nação
Estás na raíz do pensamento dos que não se conformam
Com a mordaça, a guerra  e a exploração.

Liberdade...liberdade... Oh, para a teres ...
Precisas de  abrires a pestana. Não adormeceres.
Abre bem os olhos meu irmão
Procura informação ... analisa... questiona...
Não te deixes influenciar por opiniões feitas 
Não te deixes aniquilar 
Não vás atrás do rebanho. Pensa pela tua cabeça.
Não acredites em conversas da "treta"
Envolvidas em bonitos palavreados de ocasião 
Que só servem para a manipulação.

Liberdade...liberdade... É preciso estar bem atento
É tão difícil conquistar-te e tão fácil perder-te.
Anda por aí...gente por estes dias... a passear-se com o cravo encarnado na lapela
A passarem-se por fabulosos líderes democratas, a discursar  muito bem. 
Mas, tem atenção! Não queiram eles
subjugar-te a interesses escondidos que detêm.

Lembra-te...
A história repete-se! 
O perigo espreita em cada esquina
Desconfia... não vás em cantigas.
O voto é a tua arma de libertação 
Ou não... 
Vota ... Vota em consciência!
Não fiques refém da escravidão.

Liberdade...liberdade...
Não a julgues como  dado adquirido
Alguns pensam que sim. Porque não conheceram as mordaças incutidas a um povo oprimido.
Precisas de liberdade na construção do teu Ser. 
Tens em ti a liberdade de um pássaro livre que te faz viver. Faz acontecer!

Tem cuidado! Não  deixes que te cortem as asas e muito menos que te  "calem o pio", meu irmão.
Não te deixes acorrentar, golpear, engaiolar...
Por senhores  de gravata doutores em manipulação de massas "humanas"
que nesta ocasião colocam o cravo ao peito
Falam convincente...  o dia inteiro
Mas só querem mesmo, é apanhar o "poleiro".

Liberdade... Liberdade...
És o grito de luta pela conquista 
Saído da boca de um povo oprimido de uma qualquer nação!

Por aqui ... Jazias morta!
Renasceste com a revolução dos capitães 
E um cravo em cada mão.
Vinte e cinco de abril do ano de mil novecentos e setenta e quatro. Data memorável para muitos de nós.
Data da libertação que rompeu uma ditadura feroz.
Que matou, aniquilou os nossos pais, irmãos e avós! 
Já lá vão cinquenta e um anos... De libertação
Não a deixes perder do teu coração!
Fica atento, meu irmão! É preciso que renasça em cada geração!

Liberdade! Liberdade! 
És o grito desesperado de um povo oprimido de uma qualquer nação!

✍️Maria Fernanda Ramires Custódio 

(Fiz parte desta história com muito orgulho!)
 




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