LAPIDAÇÃO
Não nascemos com manual de instruções. A vida põe-nos à prova. Vai-nos lapidando.
Das muitas lapidações por que passamos, ficam dores. Muitas dores.
Dores que vêm das muitas espectativas que criámos. Das muitas decepções por que passamos. Dores de relacionamentos interpessoais que julgávamos sinceros mas que não passaram de autênticas torturas.
Numa primeira fase sorrimos. Fingimos normalidade. Queremos escondê-las no nosso silêncio. E quanto mais as escondemos mais pesam. Mais doem. Nem sempre conseguimos perdoar, esquecer, superar ou não julgar.
Um dia não cabem mais em nós. Transbordam. Nesse momento temos que as admitir. Aceitar nosso passado. Cortar pessoas da nossa vida. Não temos que suportar tudo. É doloroso, mas necessário para o nosso bem estar emocional. Desapegar do que nos faz tanto mal.
Há dias que temos lembranças. Muitas lembranças. Para esses dias a dose de paciência, empatia e de afetos tem que ser maior para que floresça em nós o processo de cura.
A vida é sábia. Também veste-nos de amor próprio e de paciência.
O processo de cicatrização e cura é gradual na aprendizagem que a vida nos proporciona. Sejamos corajosos!
Maria Fernanda Custódio 🖊️
Comentários
Enviar um comentário