QUANDO EU PARTIR
Quando o sol se pôr para mim
Eu ter chegado ao fim
E por Deus ter sido chamada
Talvez tenha ouvido...
As preces desta alma despedaçada.
Peço aos que cá ficam
Não gastem lágrimas
Nem dinheiro em flores
São desnecessárias.
Não percam tempo
No meu funeral
Não me dêem importância
Nesse momento
Ora mortal...
Dispenso-a
Pois...
Dela, não a tive em vida.
Quero...
Que o meu corpo seja cremado
As minhas cinzas
À natureza jogadas
Não pretendo que fiquem
Com as consciências pesadas
Por não irem colocar flores
Na minha campa rasa.
Em vida...
Por poucos fui amada
Pelo rancor e inveja
Fui tão odiada
E tão mal compreendida.
São as colheitas
Que levo desta vida!
Amargura, até mais não
Muitas feridas. Tanta desilusão!
Eu sei! Fui culpada!
Deixei a minha alegria ser consumida
Nas amarras da dor, aniquilada.
Acreditei no amor e na bondade
Dei tudo de mim, até ao meu fim
Fui uma grande parva, sim!
Ao querer defender a minha dignidade
De quem tanto me ódiou e invejou
O meu ser, tanta maldade suportou.
Na ousadia de não ficar calada
Na escrita, fui uma refugiada.
Caso tenham curiosidade
Procurem os meus escritos
Lá estão bem explícitos
Tormentos ... muitíssimos!
Feridas não cicatrizadas
A minha luta e esperança diária
Para não me dar por vencida.
Está nas sebentas arrumadas
Na página " Ecos da Alma"
E no meu Blogue pessoal
O legado desta mal-amada.
Eu sei, pouco lhes importa!
O sofrimento...
Afinal, foi só meu!
Mas...
Permitam-me que lhes deixe um conselho:
-Não acreditem em lobos matreiros
Com capas de hipocrisia e de cordeiros
Protejam-se desses bandidos
Pelas esquinas da vida, escondidos.
A quem me feriu
Concedo-lhe o meu perdão.
Com quem fui injusta
Peço-lhe que me perdoe.
Na bagagem...
Levo o pouco amor recebido
Guardado no meu coração.
🖊️Maria Fernanda Ramires 🌻
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