ECOS DE INFÂNCIA
No balancear da memória do coração
O entoar de uma cantiga ou canção
E risos altos também ecoam
Ao ritmo de uma correria ressoam
Presentes de tanta brincadeira
Do dia-a-dia de uma feliz criança.
Nas tardes e noites de verão
No vai e vem de um baloiço encantado
Rodopios de sonhos e danças
E tantas estrelas cadentes contadas
Descobertas...
No bunho do assento,
Numa pequena cadeira encarnada
À luz do luar, à soleira da porta
Por entre confidências, às amigas segredeadas.
É um tempo que insiste em ficar
Em recordações eternas, permanece
Ecos de infância que me trazem
Brilho aos olhos de quem fui
E de quem sempre hei-de amar
Num tempo vivido, na ancestralidade
Do meu Alentejo querido
Tatuado em profundidade nos meus órgãos dos sentidos
Desses tempos idos...
🖊️Maria Fernanda Ramires🌻
Imagem via Pinterest
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