SAUDADE

Ouvi, do mar o seu cantar
Senti, o cheiro da maresia
Fechei os olhos, vi trigais a ondular 
Semeados, em planícies de melodia.

Com os olhos tristes, a marear
O peito apertado em saudade
Um "não-sei-quê" a desesperar
Por um encontro, envolto em realidade.

Tenho nos olhos, o vermelho da papoila e a alvura do monte
No coração inconformado, uma dor dilacerante
Sonhos desejados... Onde ficaram?!

Por aqui, estou com o olhar preso no horizonte 
A pensar num passado tão próximo e quão distante...
São as saudades, meu amor, que não param!

Maria Fernanda Ramires 🌻 
 

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