SOLITÁRIA
Fui casa, abrigo
Quase a vida inteira
De quem me desamparou
No momento que mais precisei.
Marido...companheiro
A quem tudo dei
Sem dó nem alma
Me despedaçou...
Em cacos fiquei!
Agora...estou
Solitária
Sem vínculos ou laços
Apenas apoiada
Nos próprios passos
Imersa em solidão
E vazio no coração.
Neste amargor
De imensa dor
Suspiro triste
Abalada...
Destroçada...
Ninguém me assiste
Nem acarinha
Nem quer saber!
Sózinha...
Estou a fortalecer
Com a pouca força
que em mim
Resiste
Aprendi a dura lição!
Dou o fora a gente ingrata
Já não me deixo magoar
Nem tão pouco enganar
Por quem me dizia amar.
Momento de horror
E de tanto amargor
Que eu seja capaz
Ao meio ao caos
Que me assiste
Rápido, ultrapassar
O que tanto me faz mal!
Desejo...
Em constância
Alcançar a felicidade
Poder ter
No meu Ser
Esperança
Serenidade
E paz
Para continuar a caminhar
Sem olhar para trás.
Maria Fernanda Ramires 🌻
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