NO INVERNO DA VIDA
Entardece ...
O sol já não brilha
Entardece o meu ser.
Há um silêncio profundo
A corroer...
Dorida
Despenho-me
Nos ventos fortes
Do inverno da vida.
Entardece...
O sol já não brilha
Entardece a minha alma
De pertences, despida
P'lo tornado
Da sombra escondida.
Na abissal profundeza
Não encontro sonhos
Nascidos
Apenas e só...
Coragem que falta
Esperança perdida
São tempos sóbrios
De tristeza maldita!
Entardece...
O sol sem brilhar
Entardece o meu olhar.
Sem qualquer saída
Em tanto escuro, perdida
Sem uma réstea de luz!
No meu íntimo...
De negrume vestida
Apenas me vejo
Abrilhantada
P'los pingos da chuva.
Entardece...
Entardece o meu corpo
Com o inverno da vida
Onde sol já não brilha
Moribundo... Devasso...
De oxigénio, escasso
Em extremo cansaço
Respiro ...
Expiro... suspiros fracos.
Entardeço...
Ah! Tiras-me o brilho da vida
Inverno, sem complacência!
O sol aqui...
já não tem entrada
Por tornados sugada
Apenas deslumbro
Nuvens cinzentas
Tão escuras!
Já me dou por vencida
Sem ira...ou resistência
Espero sem medo
O último suspiro
da minha existência!
Maria Fernanda Ramires 🌻
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