OBSERVAÇÃO
No trem da vida, todos somos breves passageiros, de primeira ou de segunda, consoante o dinheiro ou a posição que temos.
Estações e mais estações onde não há qualquer paragem. Vai sempre adiante. Vai sempre com pressa. Segue sempre a viagem aos solavancos e contratempos.
Umas vezes de forma alucinada... abrupta... inesperada.
Outras vezes bem mais devagar, com toda a calma.
Há tanta mudança neste trem que nunca pára!
Na passagem do momento há sempre algo em nós que se ajusta à mudança de cada estação.
Muda o nosso olhar. Muda o pensamento. Mudam as prioridades. Muda quem nos cerca. Muda o nosso corpo. Mudam as nossas forças ...
Após tanta mudança e transformação, se a viagem for longa, eis que aparece a estação da velhice - numa reta ou numa curva - antes do final.
E para quem pensa que a velhice é um lugar estagnado, está bem enganado!
A última estação da vida é um lugar de aprendizagem; um lugar de observação; um lugar de silêncio; um lugar de introspecção; um lugar de maturidade; um lugar de aceitação.
À boleia, no trem da vida viajam tantos acontecimentos que comportam a compreensão, a dignidade, o amor e o respeito. São companheiros de viagem até ao dia em que nos cruzarmos com a nossa saída!
✍️Maria Fernanda Ramires🌻
Imagem via Pinterest
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