CLAMOR AO VENTO

Na senda deste  inverno rigoroso...

- Ó vento frio, que teimas em ficar, não sejas tão teimoso!
Entorpeces ainda mais, o meu pensamento 
Já de si, cheio de dor... tristeza...
Trazes-me tanta frieza.
Que tamanho tormento!

- Ó nortada, cortante e agreste, por favor, desaparece  daqui!
Não resfries mais, esta pobre alma carente!
Ajuda-me! Com os teus sopros, leva-me os pensamentos negativos da mente.
E  leva-me também as lágrimas de dor que teimam em escorrer pelas marcas do meu rosto.

-Ó nortada gelada, por favor, ouve este clamor!
Deixa que os raios de sol se adentrem em mim e dissolvam este resfriado, tão ruim,
que deixas ficar aqui.
Deixa secar as lágrimas dos prantos sem fim, 
desta pobre alma regelada.
Deixa esvair a tristeza entorpecida, deste corpo faminto de calor.

-Por favor, nortada gelada, pára de soprar assim!
Deixa o meu coração aquecer na magia 
Do bater, ao compasso dos sons do amor
Deixa o quentinho dos raios do sol, em mim, brotarem sorrisos de alegria.

- Ó vento gelado, vai para bem longe daqui!
Deixa o calor do sol, fazer-se sentir por aqui!
Por favor, ouve este clamor!
Tem pena de mim!
✍️ Maria Fernanda Ramires🌻
   

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