O GRITO DA LIBERDADE
Liberdade! Liberdade!
Não nasceu de acasos
Houve mortes...muitas
Intentonas... Prisões...
Coragem.. muitos medos...
Opressões...
Tantas famílias desfeitas
Por uma ditadura tão vil!
Em vinte e cinco de abril
No ano que parece longínquo
(Para mim... Foi ontem)
Finalmente houve a vitória
Perfumada de cravos vermelhos
Fez-se a inacreditável história
Que inesquecível manhā!
Com a senha de uma canção
Começou a grandiosa Revolução
Parida da coragem e persistência
De capitães, grandes heróis
E na conivência
Do povo unido que saiu à rua
Gritando a uma só voz
Cansado de ser amordaçado Sequioso...
De direitos, liberdades e igualdade!
Liberdade! Liberdade!
Que nunca seja perdida
Que nunca tenha fim
Que seja sempre relembrada
Afirmada... Respirada
No orgulho expresso
De cada Português
Nos cravos vermelhos
Na lapela expostos
E envergados na alma
Esteja sempre viva
Ontem...hoje...e amanhã!
Que nunca seja traída
Nem tão pouco vencida
Por causas escondidas
Atrás de grandes doutrinas
Ou narrativas populistas
Que tantos gostam de ouvir
E outros tantos almejam ver
A sua morte...O seu desaparecer!
Liberdade! Liberdade!
Que cada geração vindoura
Não se deixe subjugar
Não se deixe enganar
Não te deixe subestimar
Não te dê como adquirida
Saiba, em razão, te reivindicar!
Que o grito ressonante
"Liberdade! Liberdade!"
Se faça ouvir bem vibrante
Na rua...no trabalho ....
em cada lar...
Em cada coração
Aqui... ou noutro lugar
Ontem... hoje... e amanhã!
✍️Maria Fernanda Ramires ❣️
Imagens via Pinterest
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