REFLEXÃO

Na soma dos anos, felizes os que chegam à última fase da vida: a velhice.

Chegados aqui são notórias as muitas mudanças definitivas por que passamos: perdas na beleza; a memória que nos trai; a energia que se esvai; a agilidade e a destreza que vão sumindo...A 

Ficamos com marcas que não podem ser escondidas ou apagadas.

O tempo mata a nossa juventude. O corpo reclama e a alma também. Dói sentir tantas perdas.

A velhice tira mas também deixa. Deixa presentes invisíveis: a sensibilidade que desperta para apreciar e valorizar as pequenas coisas que antes passavam despercebidas: o nascer e o pôr do sol; uma flor que desabrocha; um sorriso; uma palavra de apoio e de carinho; também faz relembrar-nos histórias de algo adormecido em nós; remete-nos para a espiritualidade e para o tempo da infância, aquela parte pura de nós.

A velhice tira-nos as forças do corpo mas compensa na sensibilidade e no regresso silencioso à nossa essência.

Pode mudar o nosso andar... mas nunca poderá apagar o que amamos, o que aprendemos e tudo o que fica de nós.

✍️Maria Fernanda Ramires❣️
 

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