MAR DE TERNURA E DIVINA GRAÇA
Perco-me a observar a imensidão do mar.
De manhã quando o dia se levanta cheio de energia e sorri para mim,
ou quando o sol se põe e deita-se devagarinho no lençol de prata fina.
De mansinho... enrolado na espuma, sai um murmúrio de tanta ternura.
Falamos a qualquer hora sem hora marcada.
Eu saio de dentro da minha conchinha e cochicho-lhe os segredos que me vão na alma.
A sua maresia vestida de branca espuma traz-me a paz, traz- me a saudade, traz-me a nostalgia, traz-me a coragem, traz-me a esperança, traz- me o amor...
No vai-vem que embala os meus sentidos...
No vento que acaricia e beija o meu triste rosto...
Na gaivota que me saúda e dá-me as boas-vindas...
Não me sinto sozinha nem perdida.
Só ele sabe dar ouvidos às histórias que tenho para lhe contar.
Desconfio que o mar, na amplitude do seu abraço, tem uma forma especial de divina graça, ao acarinhar os corações que teimosamente muito amam e o tempo não os deixa apagar.
✍️Maria Fernanda Ramires ❣️
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